04 jul 2022

Santa Isabel de Portugal

[1271-1335]

Origens

Nasceu na Espanha no ano de 1271. Pertencia à família real de Aragão, que lhe concedeu uma ótima formação, digna do seguimento de Cristo. Ela foi criada por seu avô, Tiago I, que estava recém-convertido ao cristianismo.

Casamento

Foi entregue em casamento ao rei Diniz, rei de Portugal, com apenas 12 anos de idade, e já dava testemunho de uma esposa cristã, uma mulher de oração e centrada na Eucaristia. Seu matrimônio foi um lugar de humilhação e santificação: ela permaneceu fiel e amável mesmo diante das traições e dificuldades com o esposo.

Era rainha, mas nunca esqueceu que também era irmã dos mais necessitados.

Mulher religiosa e de caridade

Ela ajudou a propagar a grande devoção a Nossa Senhora da Conceição.

Refundou, em 1314, o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra; também fundou, em 1321, em Santarém, o Hospital de Nossa Senhora dos Inocentes, voltado para crianças que, por algum motivo, eram abandonadas por suas mães.

Uma de suas últimas obras de caridade talvez tenha sido cuidar do seu próprio esposo. Dom Diniz, que tanto a fez sofrer, agora precisava dos cuidados de Isabel, que se dispôs, quis cuidar dele. Ele ficou doente em 1324, e faleceu no ano seguinte.

Viúva e Clarissa

Então, Isabel deixou a sua condição de viver no palácio como rainha, abdicando seus bens e títulos para receber o hábito no Mosteiro das Clarissas em Coimbra, ingressando na Ordem Terceira Franciscana.

Em 1336, saiu de Coimbra e foi ao encontro de seu filho devido a um novo conflito familiar. Mesmo enferma, conseguiu chegar. Foi acolhida e ouvida por seu filho.

Páscoa

Faleceu no dia 4 de julho de 1336, e foi sepultada no Mosteiro em Coimbra.

Foi canonizada pelo Papa Urbano VIII em 1665.

Padroeira de Portugal

Santa Isabel foi declarada padroeira de Portugal, recebendo do povo o título de “rainha santa da concórdia e da paz”.

A minha oração

“Santa Isabel, fostes uma exímia esposa, mãe, serva, rainha e religiosa porque em tudo se dedicou ao amor a Deus e ao próximo, intercede por nós junto ao Senhor para que também saibamos amar e nos doar à Ele e aos nossos irmãos. Amém!”

Santa Isabel, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 4 de julho:

  •  Na África Setentrional, São Jucundiano, mártir. († data inc.)
  • Em Vatan, atualmente na França, São Laureano, mártir. († s. III/IV)
  • Em Cahors, São Florêncio, bispo, que São Paulino de Nola louva como humilde de coração, forte na graça divina e suave na palavra. († s. V in.)
  • Em Langres, São Valentim, presbítero e eremita. († c. s. V)
  • Em Blangy, também na atual França, Santa Berta, abadessa, que, tendo ingressado com as filhas Gertrudes e Deotila no mosteiro por ela fundado, alguns anos depois viveu como reclusa numa pequena cela. († c. 725)
  • Em Erissos, na Grécia, o passamento de Santo André de Creta, bispo de Gortina, que cantou os louvores de Deus e exaltou a Virgem Mãe de Deus imaculada e elevada ao Céu. († 740)
  • Em Augsburgo, na atual Alemanha, Santo Uldarico ou Ulrico, bispo, ilustre pela sua admirável abstinência, liberalidade e assiduidade às vigílias, que, depois de cinquenta anos de episcopado, morreu nonagenário. († 973)
  • No mosteiro de Hautecombe, atualmente na França, o sepultamento do Beato Bonifácio, bispo, de linhagem régia, que, depois de ter ingressado na Cartuxa, foi eleito para a sede de Belley e finalmente elevado à sede de Cantuária. († 1270)
  • Em Florença, região da Itália, o Beato João de Vespigniano. († s. XIII/XIV)
  • Em Dorchester, na Inglaterra, os beatos mártires João (Conor O’Malley), autoapelidado Cornélio, presbítero pouco tempo antes admitido na Companhia de Jesus, Tomás BosgraveJoão Carey e Patrício Salmon, leigos que ajudaram este sacerdote, todos eles ao mesmo tempo, no reinado de Isabel I, glorificaram a Cristo com o martírio. († 1594)
  • Em York, também na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Andleby, presbítero, Henrique AbbotTomás Warcop e Eduardo Fulthorp, leigos, que foram condenados à morte por causa da sua fidelidade à Igreja. († 1597)
  • Beato Pedro Kibe Kasui,  no Japão, presbítero da Companhia de Jesus, e cento e oitenta e sete companheiros, mártires. († 1603-1639)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • arquisp.org.br

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

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