Santos

Nossa Senhora Auxiliadora, a patrona da Canção Nova e devoção de Dom Bosco

Introdução na ladainha O título de Auxiliadora remonta ao século XVI, quando a expressão “Auxiliadora dos Cristãos” foi introduzida na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V, após a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na batalha nas águas de Lepanto, em 1571. A festa A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi instituída pelo Papa Pio VII, após retornar da França, onde ficou preso por Napoleão Bonaparte, por cinco anos. Seu retorno se deu no dia 24 de maio de 1814. O Papa atribuiu sua libertação a Nossa Senhora Auxiliadora e fixou a data de 24 de maio para a sua festa.    Quem, realmente, difundiu esse título e devoção foi Dom Bosco. Vejamos um pouco o caminho de sua devoção mariana. Dom Bosco e a devoção Dom Bosco, desde pequeno, aprendeu com a sua mãe a ter grande confiança em Nossa Senhora. Mamãe Margarida, sua mãe, sempre interrompia o pesado trabalho no campo para saudar a Virgem Maria. A hora do Angelus era para ela um momento de encontro com Deus e de memória da Anunciação de Maria.  Em 1824, quando tinha nove anos, teve o primeiro sonho profético, em que lhe foi manifestado o campo do seu futuro apostolado. Neste sonho, o menino Joãozinho ouviu a voz misteriosa do Senhor que dizia: "DAR-TE-EI A MESTRA" e logo apareceu uma Senhora de aspecto majestoso. Sem saber de quem se tratava, Joãozinho perguntou quem era ela e obteve a resposta: “Eu sou Aquela que sua mãe ensinou a saudar três vezes ao dia”.  A Basílica No ano de 1862, Dom Bosco iniciou a construção, em Turim, de uma grande Basílica dedicada a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. "Nossa Senhora deseja que a veneremos com o título de AUXILIADORA: vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã".  Com a construção da Basílica de Maria Auxiliadora de Turim, Dom Bosco quis erguer um monumento eterno do seu amor e gratidão a Virgem Mãe Auxiliadora. “Maria Santíssima é minha Mãe”- dizia ele – “Ela é minha tesoureira. Ela foi sempre a minha guia”.  Em suas conferências, Dom Bosco procurava demonstrar a importância da presença materna de Nossa Senhora. Fazia com que refletissem que é importante que ela seja honrada porque é Mãe de Deus, Mãe de Jesus Cristo e nossa mãe.  Família Salesiana Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de Auxiliadora. Vários dos seus escritos retratam o amor por Maria Santíssima: "Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado". "Diante de Deus declaro: Basta que um jovem entre numa casa salesiana para que a Virgem Santíssima o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção". Dom Bosco confiou à Família Salesiana a propagação dessa devoção que é, ao mesmo tempo, devoção à Mãe de Deus, à Igreja e ao Papa. Cultivemos esta devoção mariana, deixada a nós como herança religiosa por Dom Bosco. Nossa Senhora Auxiliadora dos cristãos rogai por nós!   Outros santos e beatos celebrados em 24 de maio:   Comemoração de São Manaem, irmão colaço do tetrarca Herodes, que foi doutor e profeta na Igreja de Antioquia, sob a graça do Novo Testamento.   Comemoração da Beata Joana, esposa de Cuza, procurador de Herodes, que, juntamente com outras mulheres, serviam Jesus e os Apóstolos conforme as suas possibilidades e no dia da Ressurreição do Senhor encontrou a pedra do túmulo removida e foi anunciá-lo aos discípulos.   Em Listra, na Licaônia, na atual Turquia, São Zoelo, mártir. († s. II)   Em Trieste, na Ístria, hoje no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, São Sérvulo, mártir. († data inc.)   Em Nantes, na Gália Lionense, atualmente na França, os santos irmãos Donaciano e Rogaciano, mártires, dos quais, segundo a tradição, o primeiro tinha recebido o Baptismo, enquanto o segundo ainda era catecúmeno; na hora extrema do combate, Donaciano beijou o irmão e orou a Deus para que ele, que não tinha podido tingir-se na sagrada fonte baptismal, merecesse ser aspergido na corrente do seu sangue. († c. 304)   Comemoração dos santos trinta e oito mártires, que, segundo a tradição, foram decapitados em Filipópolis, na Trácia, hoje Plovdiv, na atual Bulgária, no tempo de Diocleciano e Maximiniano. († c. 304)   No mosteiro de Lérins, na Provença, atualmente na França, São Vicente, presbítero e monge, muito ilustre pela doutrina cristã e santidade de vida e diligentemente dedicado ao progresso das almas na fé. († c. 450)   No monte Admirável, na Síria, São Simeão Estilita o Jovem, presbítero e anacoreta, que viveu sobre uma coluna em união com Cristo, compôs vários tratados sobre a vida ascética e foi dotado de grandes dons carismáticos. († 592)   Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Filipe, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que, para mais severamente se mortificar na carne, usava uma couraça de ferro. († 1306)   Em Marrocos, o Beato João de Prado, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi enviado para a África, a fim de prestar auxílio espiritual aos cristãos reduzidos à escravidão nos reinos dos infiéis; mas tendo sido preso, confessou vigorosamente a sua fé em Cristo perante o tirano Molay al-Walid, por ordem do qual sofreu o martírio na fogueira. († 1631)  Em Seul, na Coreia, os santos mártires Agostinho Yi Kwang-hon, em cuja casa se lia a Sagrada Escritura, Águeda Kim A-gi, mãe de família, que recebeu o Baptismo no cárcere, e sete companheiros, que foram todos degolados pela sua fé em Cristo.  († 1839)  Em Saint-Hyacinte, cidade do Canadá, o Beato Luís Zeferino Moreau, bispo, que, nas suas múltiplas atividades pastorais, tinha sempre a intenção de sentir-se ardentemente unido com a Igreja. († 1901) - Redação: padre Asídio Deretti - SDB Salesiano de Dom Bosco - Inspetoria São Pio X, Sul do Brasil - Produção: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova

Beatos Padre Manuel González e seu coroinha, Adílio Daronch, fuzilados no Brasil

Mártires [1924] Resumo Padre Manuel Gómez González (1877-1924) e seu coroinha Adílio Daronch (1908-1924), mártires que, no Brasil, depois de serem maltratados e amarrados a duas árvores em um morro, foram fuzilados, morrendo por causa do ódio que seus algozes tinham da fé cristã e da Igreja Católica. Vida de González Emmanuel Gómez González, filho de José e Josefina, nasceu em 29 de maio de 1877 em São José de Ribarteme, na Diocese de Tuy, Espanha. Ele foi batizado no dia seguinte. Ordenado sacerdote, em 24 de maio de 1902, exerceu seu ministério sacerdotal em sua diocese natal por dois anos.  Missionário Em 1904, seu pedido para ser incardinado na vizinha Diocese de Braga, Portugal, foi atendido. Ele serviu lá como pároco de 1905 a 1913. Quando a perseguição política e religiosa começou, em 1913, Padre González foi autorizado a navegar para o Brasil. Após breve passagem pelo Rio de Janeiro, Dom Miguel de Lima Valverde o acolheu na Diocese de Santa Maria (RS), e, em 23 de janeiro de 1914, confiou-lhe o cargo de pároco da Saudade. Em dezembro de 1915, o Padre González foi transferido para a parte norte da diocese, para uma grande paróquia de Nonoai (RS), que poderia ser considerada uma pequena diocese.  Frutos do ministério Dedicou-se à evangelização com tanto entusiasmo que, nos oito anos de seu ministério, melhorou significativamente o nível de fé nessa área. Seu ministério também incluiu o cuidado pastoral dos índios nativos e o cargo de administrador paroquial na paróquia vaga de Palmeiras das Missões. Ele foi, de fato, martirizado naquela região remota. Adílio Daronch O terceiro dos oito filhos de Pedro Daronch e Judite Segabinazzi nasceu, em 25 de outubro de 1908, em Dona Francisca, no município de Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. Em 1911, a família mudou-se para Passo Fundo, e, em 1913, para Nonoai (RS). Fiel discípulo do Padre González Adílio foi um dos adolescentes que acompanhou o Padre González em suas longas e cansativas visitas pastorais, que incluíam também os índios Kaingang. Foi também fiel coroinha e aluno da escola fundada pelo Padre Manuel. Em 21 de maio de 1924, com quase 16 anos de idade, este jovem corajosamente deu seu testemunho de Cristo ao lado de seu mentor. O martírio dos dois O bispo de Santa Maria pediu ao padre espanhol que visitasse as colônias teutônicas na floresta de Três Passos, perto da fronteira com o Uruguai. Depois de celebrar a Semana Santa na paróquia de Nonoai (RS), e apesar de a região estar repleta de movimentos revolucionários, o padre embarcou nesta perigosa viagem missionária, acompanhado pelo seu bravo coroinha e protegido, Adílio. Ao longo do caminho, o padre parou em Palmeria, onde administrou os sacramentos e exortou os revolucionários locais ao respeito mútuo, pelo menos por causa da fé cristã comum que compartilhavam. Os piores extremistas não apreciaram sua mensagem, nem o fato de ele ter dado sepultura cristã às vítimas das bandas locais. Assim, o Padre Manuel passou a ser visto com desconfiança. Continuando o caminho missionário, pararam novamente no caminho para pedir indicações e celebrar a Santa Missa; o dia era 20 de maio de 1924. Desejando trazer a graça de Deus e proclamar a Boa Nova, os missionários ardentes não atenderam ao aviso dos moradores, que tentaram impedi-los de seguir a missão na floresta. Assim, aceitaram a assistência dos militares que se ofereceram para acompanhá-los até Três Passos. Então, caíram na armadilha preparada para eles e foram levados para uma área remota da floresta, onde foram amarrados às árvores e depois foram fuzilados em 21 de maio de 1924, mártires da fé. Restos mortais Embora os seres humanos se recusassem a aceitar a mensagem de respeito mútuo dos santos mártires, parece que a natureza o fez, pois nenhuma fera ou animal os tocou: os habitantes de Três Passos encontraram seus corpos ainda intactos quatro dias depois. Seus restos mortais foram enterrados nas proximidades por 40 anos. Em 1964, seus corpos foram exumados e trasladados para a igreja paroquial de Nonoai (RS), e um monumento foi erguido no local de seu martírio. Em 16 de dezembro de 2006, o Papa Bento XVI proclamou o decreto de martírio desses dois fiéis servos de Cristo assassinados por causa de sua fé. A minha oração "Segundo a amizade dos mártires, que foram fiéis a Cristo e companheiros um do outro na hora da morte, pedimos o dom da amizade que nos leva a evangelizar doando a nossa vida. Fazei-nos anunciadores da Palavra a todo custo e evangelizadores dos lugares mais remotos, por Cristo, nosso Senhor. Amém!" Beatos padre Manuel e Adílio mártires, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em maio: Santos Cristóvão de Magallanes, presbítero, e companheiros, mártires(† 1927). Na Mauritânia, no território da atual Argélia, São Timóteo, diácono e mártir. († data inc.) Em Cesareia, na Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, São Polieuto, mártir. († data inc.) Santos mártires, homens e mulheres, que em Alexandria do Egito, o bispo ariano Jorge, sob o governo do imperador Constâncio, mandou matar crudelis imanente ou enviar para o exílio. († 357/358) Em Vannes, na Bretanha Menor, atualmente na França, a comemoração de São Paterno, bispo († 460/490). Em Nice, na Provença, também na atual França, Santo Hospício († c. 581). Em Évora, cidade da Lusitânia, hoje em Portugal, São Manços, mártir. († s. VI) Em Vienne, na Borgonha, região da França, São Teobaldo, bispo († 1001). Em Túrku, na Finlândia, Santo Hemming, bispo († 1366). Ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Mopinot, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir († 1794). Em Marselha, na Provença, região da França, São Carlos Eugénio de Mazenod, bispo († 1861). Fontes Martirologio Romano diocesefw.com.br - Pesquisa e redação: Rafael Vitto - Comunidade Canção Nova - Produção e edição: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova

São Bernardino de Sena, pregador e padroeiro dos publicitários

 Sacerdote e religioso [1380 - 1444] - 62 anos Bernardino de Sena Nasceu na Itália no ano de 1380. Com 3 anos ficou órfão de mãe e, aos 7 anos, ficou órfão de pai. O jovem Bernardino foi criado pelas tias as quais o ensinaram sobre a devoção a Nossa Senhora e a Jesus Cristo. Teve uma boa educação na fé e nos seus ensinamentos, estudou na universidade de Sena e, aos 22 anos, decidiu abandonar tudo e entrar para a ordem dos Franciscanos. O frade Já como frade franciscano, São Bernardino ingressou no movimento da observância, que constituía numa vivencia mais radical da pobreza a exemplo de São Francisco de Assis. E se dedicava de forma tão concreta que foi o responsável geral pelos mosteiros nos quais viviam os frades adeptos a essa observância dentro da ordem. O pregador Muito conhecido pelo seu trabalho com o povo e as suas pregações incisivas, numa época em que a Itália passava por muitos problemas, como pestes e divisões políticas. São Bernardino pregava sobre caridade, paz, concórdia e a justiça e, com simplicidade, falava de coisas grandiosas, atingindo diretamente o coração e indo ao encontro da necessidade daquele povo. Houveram muitas conversões por meio de suas pregações. O símbolo Por onde ia, carregava consigo o sinal JHS, significando “Jesus Salvador dos Homens”, e orientava aos fiéis que se voltassem a esse símbolo e se recordassem que Jesus veio para salvá-los e, assim, se convertendo e arrependendo de seus pecados pudessem encontrar a salvação. O “publicitário” Os seus sermões tiveram um grande alcance e chegaram até nós, pois São Bernardino tinha consigo um Taquigrafo, uma pessoa com a habilidade de transcrever com facilidade e rapidez. Assim, suas exortações e apelos à conversão puderam alcançar inúmeras pessoas ao longo dos anos, não só naquele período histórico. Tornando-se padroeiro dos publicitários. O devoto Com a sua vida de penitência e pobreza, dedicava-se à evangelização dos povos, encontrando a sua força na eucaristia e sendo orientado pelo Espirito Santo. Devoto da Santíssima Virgem Maria, queria espalhar esse amor a Ela e a seu filho Jesus. Em um texto retirado de seus sermões, exortava o povo dizendo: “O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina, com o seu esplendor, os que anunciam e os que ouvem a Sua Palavra. Por que razão a luz da fé se difundiu no mundo inteiro tão rápida e ardentemente, senão por que foi pregado este nome?”. Sua morte e canonização Após anos de dedicação apostólica, São Bernardino adoeceu e partiu para a glória no ano de 1444. Hoje, intercede por nós junto a Deus Pai. De forma especial, pelos pregadores e anunciadores da Palavra de Deus, por todos aqueles que comunicam o amor de Deus. No ano de 1450 foi canonizado pelo Papa Nicolau V. Seu túmulo se encontra na igreja dos Franciscanos em Áquila. A minha oração "Senhor Jesus, o Seu Nome é o maior e melhor opção de vida. Obrigado pela vida de São Bernardino, que contribuiu para que a fé cristã se espalhasse por toda a terra. Amém." São Bernardino de Sena, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 20 de maio: 1.   Em Vallenar, no Chile, a Beata Maria Crescência Pérez (Maria Angélioca Pérez), virgem da Congregação das Filhas de Maria do Santíssimo do Horto. († 1932) 2.   Comemoração de Santa Lídia, de Tiatira, comerciante de púrpura, que foi a primeira a acreditar no Evangelho em Filipos, na Macedónia, ao ouvir a pregação de Paulo. 3.   Em Óstia, no Lácio, região da Itália, Santa Áurea, mártir. († data inc.) 4.   Em Nimes, na Gália Narbonense, atualmente na França, São Baudélio, mártir. († data inc.) 5.   Em Egea, na Cilícia, hoje Ayás, na Turquia, São Talaleu, mártir. († s. III) 6*.   Em Cágliari, na Sardenha, região da Itália, São Lucífero, bispo, que, por defender corajosamente a fé nicena, foi muito perseguido e mandado para o exílio pelo imperador Constâncio; mas regressou à sua sede episcopal, onde morreu como confessor de Cristo. († 370) 7*.   Em Toulouse, na Aquitânia, hoje na França, Santo Hilário, bispo, que construiu uma pequena basílica de madeira sobre o sepulcro de São Saturnino, seu antecessor. († c. 400) 8.   Em Bourges, na Aquitânia, também na atual França, Santo Austregisílio, bispo, que se tornou ministro da caridade, de modo especial para com os pobres, os órfãos, os enfermos e os condenados à morte. († c. 624) 9.   Em Bréscia, na Lombardia, região da Itália, Santo Anastásio, bispo. († s. VII) 10.   Em Pavia, também na Lombardia, São Teodoro, bispo, que padeceu o exílio durante a guerra entre os Francos e os Lombardos.  († c. 785) 11*.   Em Castagneto, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Guido de Gheraldesca, eremita. († c. 1134) 12*.   Em Perúgia, na Úmbria, também região da Itália, a Beata Colomba (Ângela) de Riéti, virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos, que promoveu a paz entre as facções em conflito na cidade. († 1501) 13.   Em Seul, na Coreia, São Protásio Chomg Kuk-bo, mártir, que, depois de ter abandonado a fé cristã, a abraçou de novo, professando-a no cárcere entre cruéis torturas até à morte. († 1839) 14♦.   Em Steyl, localidade da Holanda, a Beata Josefa (Hendrina Stenmanns), virgem, co-fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo. († 1903) 15*.   Em Botticino Sera, localidade próxima de Bréscia, na Itália, Santo Arcângelo Tadíni, presbítero, que se empenhou em promover os direitos e dignidade dos operários e fundou a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, destinada especialmente a trabalhar pela justiça social. († 1912) 16*.   Em Milão, na Lombardia, região da Itália, o Beato Luís Talamóni, presbítero, que, cultivando a sua vocação de educador da juventude, exerceu o ministério com suma diligência e eficaz participação nas dificuldades sociais do seu tempo, e fundou a Congregação das Irmãs Misericordinas de São Gerardo. († 1926) Fontes: vatican.va e vaticannews.va Martirológio Romano - liturgia.pt   - Pesquisa e redação: João Victor de Oliveira - jovem filho de membros da Comunidade Canção Nova - Produção: Fernando Fantini - Canção Nova

Santa Maria Bernarda, missionária caridosa na América do Sul

Religiosa [1848 – 1924] Origens Maria Bernarda (Verena Bütler – nome de nascimento) nasceu no dia 28 de maio de 1848, em Auw, Suíça. Ela é a primeira santa deste país. Foi a 4ª filha de Henrique e Catarina Bütler. Era da Terceira Ordem Regular e fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora. Infância e juventude Maria Bernarda foi batizada no mesmo dia em que nasceu. Aos 7 anos, começou a frequentar a escola. Ela recebeu a sua Primeira Comunhão em 16 de Abril de 1860, com quase 12 anos. Em sua juventude, se apaixonou por um moço trabalhador, porém, ao perceber o chamado de Deus, rompeu com esse compromisso. Sendo assim, aos 19 anos, ingressou no Convento de Maria Auxiliadora em Altstätten, consagrando-se na vida contemplativa. Chamado missionário Anos após a sua consagração, ela recebeu uma carta de Dom Pietro Schumacher, Bispo de Portoviejo, Equador, no qual se tratava da condição precária de sua gente. Com um desejo missionário e aberta às demandas da Igreja, foi com o coração aberto na companhia de outras irmãs. Desse modo, trabalhou anunciando o Evangelho. Fundação da congregação Com a missão de anunciar o Evangelho, fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora. Os primeiros anos de missão foram intensos. Baseavam-se nas obras de misericórdia para sua missionariedade. Logo, os frutos de sua entrega foram surgindo. Contudo, as irmãs não estiveram livres de sofrimentos. Suas dificuldades incluíam pobreza, o clima abafado e riscos à saúde. Fuga do Equador e outras congregações Em 1895, violentas perseguições à Igreja ocorreram, motivo esse que fizeram as irmãs a fugirem do país. Desse modo, foram para Cartagena, Colômbia. Lá, foram acolhidas por Dom Eugênio Biffi. Durante 36 anos, fora de sua terra natal, sua missão não se limitou apenas ao Equador e a Colômbia, mas outras irmãs foram enviadas para congregações iniciadas na Europa e também no Brasil (1911). Fama de santidade Maria Bernarda faleceu em 19 de maio de 1924; em Cartagena; Colômbia, com 56 anos de vida consagrada e 38 anos de vida missionária. Sua fama de santa já havia se espalhado desde o Equador e foi reforçada nas falas do pároco local: “Esta manhã, em nossa cidade, faleceu uma santa: a reverenda Madre Bernarda”. Oração Santa Maria Bernarda, que estais tão perto de Deus, sede nossa protetora na terra e nossa intercessora no Céu. Alcançai-nos a graça da saúde, da paz e da concórdia. Que em nossa família nunca falte a união, o amor, o trabalho digno e o alimento necessário. Amém. Minha oração “Ó Deus, que pelo exemplo de Santa Maria Bernarda, missionária caridosa e anunciadora do Evangelho, possamos ser inflamados pelo desejo ardente de nos dispormos a levar a Boa nova do Evangelho a todos e praticar com devoção as obras de misericórdia para com os necessitados, de modo que as almas sejam tocadas por Ti e se inspirem da mesma forma. Amém.” Santa Maria Bernarda, rogai por nós! Outros santos do dia 19 de maio: 1. São Pedro Celestino V, papa. Conhecido por convocar o “Jubileu do Perdão”. 2. Santo Urbano I, papa. Defendia os direitos da comunidade cristã. 3. Santos Partênio e Colágero, mártires. 4. Santo Ivo, sacerdote. Conhecido com “advogado dos pobres”. 5. São Crispim de Viterbo, religioso capuchinho. 1° santo canonizado por São João Paulo II. Fontes franciscanos.org.br coisasdesantos.blogspot.com franciscanasmma.com.br vaticannews.va   – Pesquisa: Dilce Rafaela Rocha da Silva – filha de membros da Comunidade Canção Nova – Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova

São Leonardo Murialdo, salesiano e fundador da Congregação de São José

Sacerdote salesiano [1828 - 1900] Realidade familiar Leonardo Murialdo nasceu no dia 26 de outubro de 1828, na cidade de Turim, na Itália. Aos cinco anos, já era órfão de pai. A família era abastada, numerosa, profundamente cristã e muito tradicional em Turim, sua cidade natal. Isso lhe garantiu uma boa formação acadêmica e religiosa. Escolhas A mãe, sua primeira educadora, o enviou para Savona, para estudar no colégio dos padres Scolapi. Na adolescência, atravessou uma séria crise de identidade, ficando indeciso entre ser um oficial do rei Carlos Alberto ou engenheiro. Mas a vida dos jovens pobres e órfãos, sem oportunidades e perspectivas, lhe trazia grandes angústias e desejava fazer algo por eles. Por isso, Leonardo escolheu o caminho do sacerdócio e da caridade para aplacar essa grande inquietação de sua alma. Títulos Com muito estudo, tornou-se doutor em teologia, em 1850; e, depois, em 1851, foi ordenado sacerdote. Seus primeiros anos de ministério se distinguiram pela dedicação à catequese das crianças e à criação de vários orfanatos dedicados aos jovens pobres da periferia, aos órfãos e abandonados. Amor à juventude A sua mentalidade aberta e o trabalho voltado à juventude lhe trouxeram o convite para ser reitor do colégio de jovens artesãos, o qual aceitou com amor. Na direção do colégio, Leonardo instaurou um clima de moralidade, harmonia, formação religiosa e disciplina familiar, apoiado por competentes colaboradores, leigos e religiosos. Com essa política, assegurou a muitos jovens o acesso a uma adequada formação cristã, cultural e profissional. Ali, os jovens, assistidos de perto por Leonardo, ingressavam com a idade de oito anos e recebiam formação até os vinte e quatro anos, quando conseguiam um trabalho qualificado. Fundador O êxito da pedagogia do amor fez com que o pequeno colégio crescesse em tamanho e em expressão. Surgiram, de várias partes da Itália, solicitações para a criação desses colégios de apoio à juventude. Nesse momento, Leonardo criou a Pia Sociedade Turinense de São José, mais conhecida como Congregação de São José, que se espalhou pela Europa, África e Américas. A entrega total a essa missão e as extenuantes horas de trabalho lhe custaram graves danos à saúde. Em 30 de março de 1900, depois de várias crises de pneumonia, Leonardo morreu. Em 1970, foi canonizado pelo papa Paulo VI. A festa de São Leonardo Murialdo foi designada para o dia 18 de maio. A minha oração "Jesus Cristo, nosso amigo, dai-nos a graça de, a exemplo de São Leonardo Murialdo, amarmos os jovens que precisam de uma experiência Contigo. Amém." São Leonardo Murialdo, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 18 de maio: São João I, papa e mártir, foi o primeiro Pontífice Romano a celebrar o sacrifício pascal em Constantinopla. Depois disso foi metido no cárcere, morrendo em Ravena, na Emília-Romanha, como vítima de Cristo Senhor. († 526) Em Salona, na Dalmácia, na hodierna Croácia, São Félix, mártir durante a perseguição do imperador Diocleciano. († 299) No Egito, São Dióscoro, mártir, filho de um leitor, que, depois de muitos e diversos tormentos, foi decapitado e assim consumou o martírio. († c. 303) Em Alexandria, também no Egito, os santos Potamião, Ortásio, Serapião, presbíteros, e seus companheiros, mártires. († s. IV) Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, os santos mártires Teódoto e Tecusa, sua tia paterna, Alexandra, Cláudia, Faína, Eufrásia, Matrona e Julieta, virgens; estas últimas, depois de terem sido constrangidas pelo governador à prostituição, foram imersas numa lagoa com pedras atadas ao pescoço. († c. 303) Em território da Argóvia, na Helvécia, hoje na Suíça, o Beato Burcardo, presbítero, que foi pároco de Benwil e orientou com grande solicitude pastoral o povo que lhe estava confiado. († s. XII) Em Upsala, na Suécia, Santo Erico IX, rei e mártir, que durante o seu reinado dirigiu sabiamente o povo, defendeu os direitos das mulheres e enviou à Finlândia o bispo Santo Henrique para propagar a fé cristã; mas, finalmente, quando participava na celebração da Missa, caiu apunhalado pelos inimigos. († 1161) Em Toulouse, junto ao rio Garona, na França, o Beato Guilherme, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. († 1369) Em Roma, São Félix de Cantalício, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, dotado de admirável austeridade e simplicidade, que, durante quarenta anos, exerceu o ofício de esmoler e irradiava sempre à sua volta a paz e a caridade. († 1587) Em Mergentheim, na Alemanha, a Beata Blandina do Sagrado Coração (Maria Madalena Merten), virgem da Ordem de Santa Úrsula, que associou sabiamente com a vida contemplativa o cuidado da formação humana e cristã das jovens e das adolescentes. († 1918) No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Estanislau Kubista, presbítero e mártir, que, em tempo da guerra, intoxicado nas câmaras de gás mortífero, morreu por Cristo. († 1942) Em Hartheim, localidade próxima de Linz, na Áustria, o Beato Martinho Oprzadek, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, natural da Polónia, que no mesmo tempo e do mesmo modo alcançou o reino celeste. († 1942) Fontes: vatican.va e vaticannews.va Martirológio Romano - liturgia.pt   - Pesquisa e redação: Luis Eduardo Sa - Comunidade Canção Nova - Produção e edição: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova  

São Pedro Liu Wenyuan, catequista chinês estrangulado por seguir Jesus

Leigo, catequista e mártir [1790 - 1834] - 44 anos Berço Nasceu em Kong-Tcheu, na China, em uma família pagã. Quando era jovem, casou-se, e vários filhos nasceram. Convertido na juventude por meio de um amigo, ele foi batizado, apesar da oposição da família. Adotou o nome de Pedro. Ele era catequista. Perseguição e escravidão Por ser cristão, ele foi preso e levado para Pequim, onde a morte o aguardava por anunciar Jesus Cristo, mas alguns amigos conseguiram libertá-lo. Novamente em 1814, ele foi preso e exilado na Mongólia entre os tártaros; ele foi vendido como escravo a um tártaro que o fez passar dez anos em dura escravidão. Quando adoeceu, seus amigos o libertaram novamente e ele pôde voltar para casa em 1827, onde viveu normalmente com sua esposa e dois filhos. Vida familiar, perseguição e morte Ele conseguiu viver dez anos normalmente com sua esposa e filhos, mas, em 1834, a hora do julgamento chegou novamente. Um filho dele e sua nora, também cristãos fervorosos, junto com outros fiéis, recusaram-se a permitir que um amigo morto, que havia sido cristão, tivesse um funeral pagão. Como resultado dessa recusa, Kouy-Yang foi enviado para a prisão. Pedro foi lá visitá-los e atendê-los, e quando a sentença de exílio chegou para eles, Pedro pediu permissão para acompanhá-los. Então, ele próprio foi acusado de ser cristão e preso. Levado perante o tribunal, ele confessou sua fé e foi condenado a estrangulamento, que foi realizado em sua aldeia de Kong-Tcheu, em 17 de maio de 1834. Ele foi canonizado com outros 119 mártires chineses em 1º de outubro de 2000 pelo Papa João Paulo II. A minha oração "Senhor Jesus, tantos são os sofrimentos, no corpo e na alma, de quem se decide pelo caminho da porta estreita. Senhor, esse é o melhor e o único caminho que nos leva à salvação. Dai-nos a graça da perseverança para que as perseguições do tempo presente não sobreponham os males terrenos. Pedimos-te isso por intercessão de Pedro Liu Wenyuan. Amém." São Pedro Liu Wenyuan, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 17 de maio: 1.   Em Alexandria, no Egito, Santo Adrião, mártir. († c. s. IV) 2.   Em Roma, junto à Via Salária Antiga, no cemitério de Basila, São Vítor, mártir. († c. s. IV) 3.   Em Novioduno, na Cítia, hoje Isaccea, na Roménia, os santos Heráclio e Paulo, mártires. († c. s. IV) 4.   Na África Proconsular, na actual Tunísia, a comemoração de Santa Restituta, virgem e mártir. († c. 304) 5.   Em Vercelas, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, a trasladação de Santo Emiliano, bispo. († s. VI) 6.   Em Villarreal, perto de Valência, região da Espanha, São Pascoal Bailão, religioso da Ordem dos Frades Menores, que foi sempre diligente e benévolo para com todos e venerou constantemente com ardente amor o mistério da Santíssima Eucaristia. († 1592) 7.     Em Unzen, no Japão, os beatos Joaquim Mine Sukedayu, Paulo Nishida, Kyuhachi e companheiros mártires. († 1627) 8.    Em Casória, junto de Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santa Júlia Salzano, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração de Jesus para se dedicar ao ensino da doutrina cristã e difundir a devoção à Santíssima Eucaristia. († 1929) 9.   Em Orgosolo, na Sardenha, região da Itália, a Beata Antónia Mesina, virgem e mártir, que se dedicou generosamente às obras da Igreja e, com dezassete anos de idade, defendeu a sua castidade até à morte. († 1935) 10.   No campo prisional da cidade de Oserlag, perto de Irkutsk, na Rússia, o Beato João Ziatyk, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor e mártir, que, em tempo de perseguição contra a fé, mereceu descansar no convívio celeste dos justos. († 1952)   - Redação: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova

Beato Vital Vladimiro Bajrak, ucraniano perseguido e morto pelos soviéticos

Presbítero na Ucrânia [1907 - 1946] 39 anos Ucraniano Vladimir nasceu na Ucrânia, em 14 de fevereiro de 1907, em uma aldeia na província de Ternopol.  Infância e vida religiosa Em 1922 frequentou o ginásio na cidade de Čertkov e em 4 de setembro de 1924 ingressou na ordem de São Basílio, o Grande, segundo a regra de São Iosafat, tomando o nome monástico de Vitalij. Depois de completar o noviciado em Krechov, estudou teologia nas escolas monásticas de Lavrov, Dobromil e Kristinopol, todas na Ucrânia.  Serviço na abadia Aos 26 anos fez votos solenes e foi ordenado sacerdote em Žovkva, onde foi nomeado vice responsável do mosteiro e ao mesmo tempo coadjutor da Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Em julho de 1941 foi nomeado responsável pelo mosteiro em Drogobyč, província de Lviv, substituindo os anteriores presos e mortos, Serafim Baranik e Ioakim Sen'kovskij. Perseguição O padre Vitalij foi preso por agentes da NKVD, a polícia política soviética, em 17 de setembro de 1945, acusado de ter participado na aldeia de Turinka de um funeral no túmulo dos militantes ucranianos do exército subversivo em 1941, de ter feito propaganda anti-soviética durante um sermão. Também foi perseguido por publicar um artigo falso contra o partido bolchevique no calendário anti-soviético “Missioner” de 1942. Condenação Em 13 de novembro de 1945, o padre Vitalij foi condenado pelo tribunal militar a 8 anos de prisão e confisco de ativos. Ele morreu poucos dias antes da Páscoa de 1946, depois de ter sido brutalmente espancado durante o interrogatório: foi levado de volta para a prisão do NKVD em uma maca e enterrado na própria prisão.  Beatificação O padre Vitalij Bajrak foi beatificado em 27 de junho de 2001, durante a visita do Papa João Paulo II à Ucrânia, junto com outros 24 greco-católicos vítimas da perseguição soviética. A minha oração “Senhor Jesus, hoje são outros milhares de ucranianos que sofrem por perseguição, além de religiosa, mas civil e desleal. Que a nossa oração agora, console os ucranianos que sofrem e providencie para cada um, o renovar da esperança. Assim seja, por intercessão do Beato Vital Vladimiro Bajrak” Beato Vital Vladimiro Bajrak, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 16 de maio: Santos Félix e Genádio, mártires, na Tunísia. († data inc.) Santos Florêncio e Diocleciano, mártires, nas Marcas, região da Itália. († data inc.) Santos mártires Abdas e Edésio, bispos, que foram mortos por ordem do rei Sapor II, juntamente com trinta e oito companheiros, na antiga Pérsia. († 375/376) São Peregrino, mártir, venerado como primeiro bispo de sua diocese, na França. († s. IV/V) São Possídio, bispo de Guelma, na Numídia, na atual Argélia, que foi discípulo e amigo de Santo Agostinho, assistiu à sua morte e escreveu a sua memorável biografia. († d. 473) São Fídolo, presbítero, que, segundo a tradição, foi feito prisioneiro de guerra pelo rei Teodorico, na França. († c. 540) São Brandão, abade de Clonfert, zeloso propagador da vida monástica, de quem se narra a célebre «navegação de São Brandão», na Irlanda. († 577/583) Santo Honorato, bispo, na França. († c. 600) São Carantoco, bispo e abade de Cardigan, na Grã-Bretanha. († s. VII) Paixão de quarenta e quatro santos monges, que, no tempo do imperador Heráclio, foram massacrados pelos Sarracenos que assaltaram o seu mosteiro de São Sabas, na Palestina. († 614) São Germério, bispo, que se empenhou em divulgar o culto de São Saturnino e visitar assiduamente o povo que lhe foi confiado, na atual França. († s. VII f.) Santo Ubaldo, bispo, que trabalhou diligentemente para renovar a vida comunitária dos clérigos, na Úmbria, região da Itália. († 1160) Santo Adão, abade do mosteiro de São Sabino, nas Marcas, região da Itália. († c.1210) São Simão Stock, presbítero, que, depois de ter sido eremita na Inglaterra, ingressou na Ordem dos Carmelitas, da qual foi admirável superior, tornando-se célebre pela sua singular devoção à Virgem Maria. († 1265) Santo André Bobola, presbítero da Companhia de Jesus, que foi zeloso promotor da unidade dos cristãos, até que, arrebatado por soldados, de bom grado deu o supremo testemunho da fé com o derramamento do seu sangue, na Polônia. († 1657) Beato Miguel Wozniak, presbítero e mártir, que foi deportado da Polônia, ocupada por um regime hostil à dignidade humana e à religião, para o campo de concentração de Dachau e, depois de cruéis torturas, partiu para a glória celeste. († 1942) Fontes: russiacristiana.org Martirológio Romano - liturgia.pt   - Tradução e redação: Professor Lino Rampazzo - Faculdade Canção Nova - Produção e edição: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova

Santo Isidoro lavrador, conhecido como padroeiro dos camponeses e agricultores

Leigo [1070-1130] Padroeiro Padroeiro dos trabalhadores, camponeses e agricultores de algumas cidades espanholas e italianas. Resumo Nascido em Madrid, por volta de 1070, Isidoro torna-se santo rezando, trabalhando nos campos e partilhando os seus bens com os mais pobres. Um agricultor que,  junto com a sua esposa, a Beata Maria de la Cabeza, esperou com empenho no trabalho dos campos, colhendo pacientemente a recompensa celestial ainda mais do que os frutos terrestres, e foi um verdadeiro modelo de agricultor cristão. Trabalho e Oração Apesar de trabalhar arduamente no campo, participava todos os dias da Eucaristia e dedicava muito espaço à oração, tanto que alguns colegas invejosos o acusavam, aliás, injustamente, de se afastar horas do trabalho. Inveja não falta, mas ele supera tudo também graças à ajuda de sua esposa Maria. Dessa maneira, revelou a profunda relação e importância entre trabalho santificado e oração.  Matrimônio Com sua esposa, Maria de La Cabeza, viveu um casamento que sempre se caracterizou pela grande atenção aos mais pobres, com quem compartilhavam o pouco que possuíam. Ninguém saiu de Isidoro sem ter recebido algo. Os dois se santificaram mutuamente, e Maria também foi reconhecida pela Igreja como Beata.  Morte e canonização Morreu em 15 de maio de 1130. Foi canonizado em 12 de março de 1622 pelo Papa Gregório XV. Seus restos mortais estão preservados na igreja madrilena de Sant'Andrea. A minha oração "Querido santo, tu nos dá testemunho de que oração e trabalho são pilares de espiritualidade. Mostra-nos que a caridade advém também dessa experiência. Interceda para que tenhamos boas colheitas, interceda para que sejamos trabalhadores exemplares e pessoas generosas por excelência. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém." Santo Isidoro lavrador, rogai por nós!   Outros santos e beatos celebrados em 15 de maio:   Em Lâmpsaco, no Helesponto, na atual Turquia, a paixão dos santos Pedro, André, Paulo e Dionísia, mártires. († s. III)   Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, os santos Cássio e Vitorino, mártires. († s. III)   Na Sardenha, região da Itália, São Simplício, presbítero. († s. III/IV)   Em Larissa, na Tessália, região da Grécia, Santo Aquileu o Taumaturgo, bispo. († s. IV)   Em Autun, na Gália Lionense, na hodierna França, São Retício, bispo. († s. IV)   Na Etiópia, São Caleb ou Elésban, rei. († c. 535)   Em Septêmpeda, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Severino, bispo, cujo nome foi dado à cidade. († data inc.)   Em Bingen, junto ao rio Reno e perto de Mogúncia, atualmente na Alemanha, São Roberto, Duque. († s. VIII)   Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Vitesindo, mártir. († 855)   Em Aix-en-Provence, na França, o Beato André Abellon, presbítero da Ordem dos Pregadores. († 1450)   - Pesquisa e redação: Rafael Vitto - Comunidade Canção Nova - Produção e edição: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova  

São Matias, apóstolo e mártir, testemunho vivo da ressurreição de Jesus

Apóstolo e mártir  Nome e eleição Matias é nome frequente entre os judeus e quer dizer “dom de Deus”. É o apóstolo que recebeu o dom do grande privilégio de ser agregado aos Doze, tomando o lugar vago deixado pela deserção de Judas Iscariotes. Sua eleição foi mediante sorteio, após a ascensão do Senhor, pela proposta de Simão Pedro, que, em poucas palavras, fixou os três requisitos para o ministério apostólico: pertencer aos que seguiam Jesus desde o começo, ser chamado e enviado: “É necessário, pois, que, destes homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, a começar pelo batismo de João até ao dia em que nos foi arrebatado, haja um que se torne conosco testemunha de sua ressurreição”. Essa foi uma das condições necessárias: Ser testemunha ocular do ressuscitado! Testemunha Matias esteve, portanto, constantemente próximo de Jesus desde o início até o fim de sua vida pública. Testemunha de Cristo e mais precisamente da sua ressurreição, pois a ressurreição do Salvador é a própria razão de ser do cristianismo. Matias, portanto, viveu com os onze o milagre da Páscoa e poderá, com todo o direito, anunciar Cristo ao mundo, como espectador da vida e da obra de Cristo “desde o batismo de João”. Também a segunda e a terceira condições, ser divinamente chamado e enviado, estão claramente expressas pela oração do colégio apostólico: “Senhor, tu que conheces o coração de todos, mostra qual destes dois escolheste”. Sorteio A eleição de Matias por sorteio pode causar-nos espanto. Tirar a sorte para conhecer a vontade divina é método muito conhecido na Sagrada Escritura. A própria divisão da Terra prometida foi mediante sorteio; e os apóstolos julgaram oportuna a conformidade com esse costume. Entre os dois candidatos propostos pela comunidade cristã, José filho de Sabá, cognominado o Justo; e Matias, a escolha caiu sobre o último. O novo apóstolo, cujo nome brilha na Escritura somente no instante da eleição, viveu com os onze a fulgurante experiência de Pentecostes antes de encaminhar-se, como os outros, pelo mundo afora a anunciar “a glória do Senhor”.  Tradição e morte Segundo a tradição, Matias evangelizou na Judeia, na Capadócia e, depois, na Etiópia. Ele sofreu perseguições e o martírio, morreu apedrejado e decapitado em Colchis, Jerusalém, testemunhando sua fidelidade a Jesus. Nada se sabe de suas atividades apostólicas, nem se morreu mártir ou de morte natural, pois as narrações a seu respeito pertencem aos escritos apócrifos. À tradição da morte por decapitação com machado liga-se o seu patrocínio especial aos açougueiros e carpinteiros. Normalmente, é representado com um machado ou com uma alabarda, que são símbolos da força do cristianismo e do seu martírio. Relíquias Há registros de que Santa Helena, mãe do imperador Constantino, o Grande, mandou trasladar as relíquias de São Matias para Roma, onde uma parte está guardada na igreja de Santa Maria Maior. O restante delas se encontra na antiquíssima igreja de São Matias, em Treves, na Alemanha, cidade que a tradição diz ter sido evangelizada por ele e que o tem como seu padroeiro. Festa Sua festa celebrada por muito tempo a 24 de fevereiro, para evitar o período quaresmal, foi fixada pelo novo calendário a 14 de maio, data certamente mais próxima do dia da sua eleição. A minha oração "Ó glorioso Apóstolo, vós sois uma luz em meio a multidão, um testemunho vivo da ressurreição de nosso Senhor. Mesmo sem tê-lo visto, queremos também ser sinais e anunciadores do ressuscitado. Ajuda-nos, mesmo em meio às dificuldades, a evangelizar levando a experiência do encontro pessoal com Jesus!" São Matias, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 14 de maio: Na província da Ásia, na atual Turquia, São Máximo, mártir († c. 250).  Em Cimiez, na Provença, atualmente na França, São Pôncio, mártir  († c. s. III).  Na Síria, os santos Vítor e Corona, que sofreram ao mesmo tempo o martírio († c. s. III). Na ilha de Quios, na actual Grécia, Santo Isidoro, mártir († s. III). Em Aquileia, na Venécia, hoje no Friúli-Venécia Giúlia, região da Itália, os santos Félix e Fortunato mártires († s. IV). Na ilha da Sardenha, região da Itália, a comemoração das santas Justa e Heredina, mártires. († s. III/IV) Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Abrúnculo, bispo († 488).   Em Clermont-Ferrand, São Galo, bispo († 551). Em Lismore, na Irlanda, São Cartago, bispo e abade († 638). No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, actualmente na França, Santo Eremberto, que foi bispo de Toulouse e depois abraçou a vida monástica († 674).  Em Santarém, cidade de Portugal, o Beato Gil de Vouzela, presbítero († 1265). Em Saint Mary of the Woods, localidade próxima de Indianópolis, nos Estados Unidos da América do Norte, Santa Teodora (Ana Teresa Guérin), virgem da Congregação das Irmãs da Providência († 1856). No território de Bétharram, perto de Pau, na vertente francesa dos montes Pireneus, São Miguel Garicots, presbítero, que fundou a Sociedade dos Sacerdotes Missionários do Sagrado Coração de Jesus († 1863).   - Pesquisa e redação: Rafael Vitto - Comunidade Canção Nova - Produção e edição: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova

Santa Maria Domingas Mazzarello, fundadora das Salesianas

Fundadora [1837 - 1881] - 44 anos Dia 13 de maio é conhecidíssimo na Igreja como o dia de Nossa Senhora de Fátima, a quem pedimos a graça de fazermos penitência e nos convertermos. Também, nesse dia, a Família Salesiana celebra a fundadora das Filhas de Maria Auxiliadora. Berço Foi em Mornese, um povoado ao norte da Itália, que, no dia 9 de maio de 1837, nasceu Maria Domingas Mazzarello, primeira de dez filhos do casal José Mazzarello e Maria Madalena Calcagno. Desde muito cedo, Maìn - apelido pelo qual Maria era carinhosamente conhecida – ajudou a cuidar de seus irmãos e dos afazeres domésticos. Iniciação cristã Começou a frequentar as aulas de catecismo e a se destacar nelas, pois tinha grande paixão pelas coisas de Deus. Aos 13 anos, fez a primeira comunhão, assumindo o compromisso de fazer de Jesus o seu grande amor e da Eucaristia diária o seu centro de vida. Aos 16 anos, ajudava seu pai no trabalho dos vinhedos e era conhecida por seu forte caráter e espírito de liderança. Quase todos os dias, bem cedo, Maria percorria um íngreme caminho para participar da missa. Percurso que, no inverno, ficava ainda mais difícil devido ao frio e à neve. Caridade na epidemia Em 1860, a epidemia do tifo se abateu sobre o povoado de Mornese. A família dos tios de Main foi uma das primeiras a contrair a doença. A pedido de padre Pestarino, seu diretor espiritual, Maria foi ajudá-los, mesmo sabendo que poderia contrair a doença, e foi o que realmente aconteceu. A partir daí, o rumo de sua vida mudou completamente. Perdendo as forças físicas e não podendo mais trabalhar no campo, começou a se questionar sobre o que iria fazer para ajudar as pessoas, foi então que certa vez, ao caminhar pela colina de Bargo Alto, teve a visão de um alto edifício, parecido com um colégio e com muitas meninas correndo, brincando num grande pátio interno e ouviu nitidamente estas palavras: “Tome conta destas meninas! A ti as confio!”. A voz de Maria E com coração aberto, Maìn compreendeu que a voz que confiava a ela as meninas era a de Nossa Senhora e decidiu aprender a costurar, para ensinar as jovens da sua pequena cidade, com isso, as manteria longe dos perigos e do pecado, ensinando-as a fazer de "cada ponto da agulha, um ato de amor a Deus". E foi com Petronilla, sua amiga e companheira, que montou uma sala de costura e começou a ensinar o ofício. Treinamento na virtude As famílias de Mornese começaram a mandar-lhe as filhas; e as aulas de costura tornaram-se aulas de treinamento na virtude. Um dia, um senhor viúvo, entregou-lhe as suas filhas para que as educasse. Assim, a oficina passou a ser um novo lar para as várias meninas, que viam em Maria sua segunda mãe. Aos domingos, após a missa, na praça da igreja, outras crianças se uniam a Maria e a Petronilla, para brincar e divertir-se. Surge Dom Bosco Em 1864, Dom Bosco chegou a Mornese com seus meninos. Todos queriam vê-lo e ouvi-lo. Maria também... Dom Bosco expôs ao padre Pestarino seu projeto: construir um colégio para os meninos. Antes de partir, ficou conhecendo as iniciativas de Maria e Petronilla: a oficina de costura, o orfanato e a recreação aos domingos para todas as crianças do povoado. Dom Bosco se empolgou com o trabalho delas e propôs a fundação de um instituto feminino que fizesse pelas meninas o que ele fazia em Turim para os meninos. Início das Irmãs Salesianas de Dom Bosco Após um caminho de acompanhamento feito por padre Pestarino e Dom Bosco que, no dia 5 de agosto de 1872, na Capela do Colégio de Mornese, 11 jovens - entre elas Main - emitiram os votos religiosos e se consagram a Deus, dando início a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora - irmãs Salesianas de Dom Bosco — o nome da congregação foi dado pelo fundador que desejava que cada Filha de Maria Auxiliadora fosse um monumento vivo de sua gratidão a Nossa Senhora, por tudo que realizou na obra salesiana. Maria Mazzarello, foi escolhida para ser a primeira Madre da congregação; e tamanha era sua humildade que assumiu a função apenas se fosse ela a vigária porque Nossa Senhora era a verdadeira superiora. Madre Mazzarello foi sempre empenhada na animação das comunidades de Irmãs e na educação de crianças, adolescentes e jovens. Cultivou com sabedoria a união entre todas. Ocupou-se com a abertura de novas casas na Itália e além mar. Seu legado era marcado pela alegria, coragem e humildade, virtudes que sempre recomendava em suas cartas, além do grande amor que cultivava por Jesus e Maria. Uma frase da santa "A alegria é sinal de um coração que muito ama ao Senhor!" Páscoa No dia 13 de maio de 1881, Madre Mazzarello partiu deste mundo. Sua breve vida, 44 anos, continua sendo uma chama de amor contagiante, que ilumina ainda hoje a sua Família Religiosa. Suas filhas — as Filhas de Maria Auxiliadora, presentes nos cinco continentes, continuam atuando no espaço-educação, fiéis ao carisma da fundação, à identidade que lhes é própria e à missão que lhes cabe no coração da Igreja. No dia 24 de junho de 1951, a Igreja declarou oficialmente a santidade de Maria Domingas Mazzarello e sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de maio. A minha oração Virgem Maria, a vida de Madre Mazzarello foi marcada com exemplos de uma espiritualidade simples, mas rica de interioridade, de uma profunda paixão pela salvação das jovens, um ardente espírito missionário aberto a horizontes ilimitados e cheia da alegria que vem de Deus. Rogue por nós, junto a Jesus, para que sigamos seus passos. Amém." Santa Maria Domingas Mazzarello, Rogai por nós! Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 13 de maio: 1.    Em Le Puy-en-Valay, localidade da região de Poitiers, na França, Santo André Huberto Fournet, presbítero, que, sendo pároco durante a Revolução Francesa, embora proscrito pelos inimigos da Igreja, fortaleceu na fé os fiéis; e depois de restituída a paz à Igreja, juntamente com Santa Isabel Bichier des Âges, fundou o Instituto das Filhas da Cruz. († 1834) 2.    Em Maastricht, na Gália Bélgica, atualmente na Holanda, São Servácio, bispo de Tongres, que, nas controvérsias suscitadas em vários concílios acerca da natureza de Cristo, defendeu a verdadeira fé nicena. († c. 384) 3.    Em Poitiers, na Aquitânia, na actual França, Santa Inês, abadessa, que, consagrada pela bênção de São Germano de Paris, governou com grande espírito de caridade o mosteiro de Santa Cruz. († 588) 4.    Em Goriano Sícoli, nos Abruzos, região da Itália, a Beata Gema, virgem, que viveu encerrada numa pequeníssima cela junto da igreja, de onde apenas podia ver o altar. († 1465) 5.    Em Como, na Lombardia, também região da Itália, a Beata Madalena Albríci, abadessa da Ordem de Santo Agostinho, que estimulou eminentemente o fervor das irmãs religiosas. († 1834)    Redação: Irmã Luana Oliveira, FMA - Filha de Maria Auxiliadora Produção: Fernando Fantini - Comunidade Canção Nova