26 abr 2022

São Rafael Barón: um jovem santo, alegre e monge trapista

Monge (irmão) Trapista [1911 – 1938] 27 anos

Berço
Filho de Rafael Arnaiz e de Mercedes Báron, primeiro de quatro filhos de uma família católica, artista, pintor, poeta e violinista.

Apoio familiar
Seus pais reconheceram suas habilidades artísticas e aos 15 anos deram-lhe de presente aulas de desenho. Isso o motivou a cursar arquitetura. 

Sendo um bom aluno, ganhou de seus pais a possibilidade de passar alguns dias em Ávila com seus tios, que eram muito religiosos, pessoas devotas e inclinadas a uma vida piedosa, que viriam a ser verdadeiros amigos espirituais e os grandes influenciadores do caminho seguido pelo santo.

Anseio pela oração
Em suas obras completas, escrevendo ao seu tio Leopoldo confidencia: “Eu não sei rezar”. Aos 19 anos de idade, essa maravilhosa e terrível descoberta faz com que se decida pela vida monástica junto aos Trapistas, caminho que ainda levou três anos.

Alegre e divertido
Rafael era um jovem muito alegre e divertido e dominava a atenção nos ambientes em que entrava. Era um jovem fumante e, ao ingressar na ordem trapista, em 1934, escreve com sinceridade à sua mãe sobre a saudade do vício do fumo e da dificuldade com os horários. (Na monastério trapista, acorda-se muito cedo). Vivendo com muita alegria e determinação, venceu o vício e as provas. 

O diabetes
Após quatro meses, já diagnosticado com diabetes, precisou deixar a Trapa (como é chamado o monastério trapista) para cuidar de sua frágil saúde, e esta seria a via crucis de sua santificação, abraçada com sincera e redentora alegria. 

Ao retornar para o monastério trapista, em 1936, é readmitido como oblato e já não pode professar os votos religiosos. 

Neste momento de sua vida, já percebe-se nele um grande crescimento e maturidade espiritual a ponto de declarar em seus escritos o que se faz na trapa: 

Amar a Deus e deixar-se amar por Ele, e nada além disso.” (Apologia do Trapista, Obras Completas)

Ida e vindas
Entre idas, vindas e guerras, deixou a Trapa, em 1937, pela última vez novamente por motivos de saúde. Naquele mesmo ano, decidiu abrir mão da comodidade de sua família e regressou para o monastério, onde faleceu em 1938 aos 27 anos de idade. 

“Só Deus”
Apesar de sua pouca idade, a transformação operada em sua vida por Deus foi fantasticamente realizada em pouco tempo. Sua pouca idade não foi obstáculo para o projeto de Deus. 

Sua alegria e inteireza foram o combustível para uma rápida conversão. Seu espírito profundamente católico é refletido em seus escritos ricos de espiritualidade e da presença de Deus, num contínuo esvaziamento de si mesmo, para que, no fim, “só Deus” permanecesse, como tantas vezes declarou.

Altares
Foi beatificado por São João Paulo II, em 1992, e canonizado pelo Papa Bento XVI em 2009. O fato que o levou à canonização foi a milagrosa cura de uma mulher após um gravíssimo quadro de eclampsia em 2001, após a súplica de uma amiga e de monges trapistas ao beato Irmão Rafael. Sua festa litúrgica é no dia 26 de abril, data de sua páscoa!

A minha oração
“Senhor Jesus, que ensinais, por meio de São Rafael Arnaiz, que a única coisa importante é amar a Deus. Ajuda-nos, por sua intercessão, a buscá-Lo e amá-Lo sobre todas as coisas, confiantes que nisso consiste a única e verdadeira felicidade!”

São Rafael Arnaiz Barón, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 26 de abril:

 

  1. São Cleto, Papa, que foi o segundo sucessor do apóstolo São Pedro a presidir à Igreja Romana. († 88)
  2. São Primitivo, mártir, em Roma. († data inc.)
  3. São Basileu, bispo e mártir na Turquia. († c. 322)
  4. São Ricário, presbítero, que, movido pela pregação dos monges escoceses, se converteu a uma vida de penitência, na França. († 645)
  5. São Pascásio Radberto, abade, que expôs com lucidez e clareza a doutrina do verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor no mistério da Eucaristia, na França. († 865)
  6. Santos Guilherme e Peregrino, eremitas, na Itália. († s. XII)
  7. Beatos Domingos e Gregório, presbíteros da Ordem dos Pregadores, na Espanha. († s. XIII)
  8. Santo Estêvão, bispo de Perm, que para evangelizar os Zirianis, inventou um alfabeto para redigir as suas formas literárias, celebrou a liturgia na sua língua nativa, abateu os ídolos, erigiu templos e sobretudo fortaleceu-os na verdade da fé, na Rússia. († 1396)
  9. Beato Júlio Junyer Padern, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, durante a perseguição contra a fé cristã, mereceu alcançar mediante o martírio a glória da vida eterna, na Espanha. († 1938)
  10. Beato Estanislau Kubista, presbítero da Sociedade do Verbo Divino e mártir, que, em tempo de guerra, durante a ocupação militar da Polônia por um regime hostil à religião, consumido por graves tormentos no cárcere entregou a alma a Deus. Com ele é comemorado o Beato Ladislau Goral, bispo auxiliar de Lublin, que, no mesmo lugar e na mesma guerra, defendeu corajosamente a dignidade do homem e da fé, morrendo no cárcere, em dia incerto, consumido pela enfermidade, na Alemanha. († 1942)

Fontes:

  • abadiasanisidro.es/biografia/
  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • padrepauloricardo.org
  • FOTO: abadiasanisidro.es/galeria-hermano-rafael

 

– Pesquisa: Rafael Oliveira – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova

 

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