25 maio 2022

Santa Maria Madalena de Pazzi

Religiosa carmelita [1566-1607]

Infância

Catarina, nome recebido em seu batismo, nasceu em Florença, na Itália, no dia 2 de abril de 1566. Desde pequena, o seu amor por Cristo e pela Santíssima Virgem eram visíveis: agarrava-se à sua mãe com extraordinário ardor quando esta voltava para casa após ter comungado, mas se ela não comungara, sua filha não tinha as mesmas expansões. 

Antes mesmo que aprendesse a ler, foi favorecida com o dom da oração e, com apenas sete a oito anos, já se confessava com um jesuíta, padre Rossi. Aos dez anos, recebeu a primeira comunhão e, a partir disso, consagrou a Deus a sua virgindade. 

Esposa de Cristo

Desde então, considerou-se como esposa de Cristo e teve em si um grande desejo de dar-se aos sofrimentos por amor ao seu divino Esposo. Era a própria vida de Jesus na cruz que lhe inspirava, todos os dias, uma nova mortificação.

Pretendida

Com apenas 15 anos, Catarina já era pretendida por muitos, devido ao seu nascimento no seio de uma nobre família, à sua beleza e à sua fortuna, mas sobretudo à sua virtude. Seus pais, como também eram muito virtuosos e viam na filha uma vocação muito patente, acolheram o voto que tinha feito de ser religiosa e de nunca ter outro esposo senão o Cristo. 

Virgem carmelita

No ano de 1582, escolheu entrar no carmelo, porque ali as religiosas comungavam todos os dias. Ingressou, então, com pouco mais de 16 anos, no convento de Santa Maria dos Anjos, onde, depois de alguns combates, deixaria o nome de batismo pelo de Madalena. A sua profissão se realizou na festa da Santíssima Trindade, com tal amor para com Deus, que esteve em êxtase por horas. 

Transportes de amor

Viveu experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas. Em alguns transportes de amor, corria por toda a casa, com o rosto abrasado, dizendo: “Eu vivo, eu vivo, mas não sou eu que vivo, é Jesus Cristo que vive em mim”.

Enfermidades e purificação da alma

Muitas foram as mortificações vividas por Santa Maria Madalena de Pazzi, mas a purificação de sua alma aconteceu nas provações e tentações vividas, por cinco anos, quando experimentou a escuridão e a aridez espiritual.

Também suas dores e enfermidades, começadas já no início de sua vida monacal, aumentavam dia após dia e não se compreendia como um corpo tão fraco podia resistir a tantos males. Suportou tudo sem nenhuma queixa, entregando-se exclusivamente à Paixão de Jesus.

Páscoa

Sofreu com várias enfermidades até que entrou no Céu, com 41 anos, no dia 25 de maio de 1607. Faleceu no convento de Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome.

Beatificada pelo Papa Urbano VIII, no ano de 1626, foi inserida no catálogo dos Santos, em 1669, pelo Papa Clemente IX. Seu lema foi: “Padecer, Senhor, e não morrer!”.

A minha oração

“Meu Senhor e meu Deus, eu quero um amor tão ardente e entregue por Ti como o de Santa Maria Madalena de Pazzi. Ensinai-me a viver todos os processos de enfermidades e provações sempre com a esperança e a paz interior de que, por Teu amor e por Tua presença, tudo vale a pena sofrer. Eu também quero poder proclamar que és Tu, meu Cristo, quem vive em mim e não mais eu e as minhas vontades.”

Santa Maria Madalena de Pazzi, rogai por nós!

Fontes:

  • Martirológio Romano
  • Livro “Santos de cada ia II” – Maio – Agosto (4ª ed.) – José Leite, S.J. (Org.)
  • ACI digital
  • Santoral Carmelita – carmelitas.org.br
  • Vaticannews

Outros santos e santas celebrados em 25 de maio:

  • São Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja, na Notúmbria, região da Inglaterra, fervorosamente dedicado à meditação e explicação da Sagrada Escritura. († 735)
  • São Gregório VII, papa, que defendeu diligentemente a santidade do sacerdócio e morreu exilado em Salerno, na Campânia, região da Itália. († 1085)
  • São Canião, bispo e mártir, em Atella, na Campânia, região da Itália, († s. III/IV)
  • São Dionísio, bispo, na região da Itália, que por causa da fé católica, foi expulso para a Arménia, onde morreu com o glorioso título de mártir.(† c. 361)
  • São Zenóbio, bispo, em Florença, hoje na Toscana, região da Itália. († s. IV/V)
  • São Leão, abade, na Gália, hoje na França. († s. VII)
  • Santo Aldelmo, bispo, na Inglaterra, que foi ordenado primeiro bispo de Sherborne, entre os Saxões ocidentais. († 709)
  • São Genádio, na Espanha, conselheiro real, que renunciou à dignidade episcopal e passou o resto da sua vida como monge. († c. 925)
  • Beato Gerardo Mecátti, hoje na Toscana, região da Itália, que distribuiu os seus bens pelos pobres e, retirando-se para a solidão, se dedicou a acolher os peregrinos e socorrer os enfermos. († c. 1245)
  • São Gério, hoje nas Marcas,região da Itália, que, depois de ter sido conde de Lunel, abraçou a vida de eremita e morreu durante uma santa peregrinação. († c. 1270)
  • Beato Tiago Filipe Bertóni (André), presbítero da Ordem dos Servos de Maria, hoje na Emília-Romanha, Itália. († 1483)
  • São Pedro Doan Van Van, mártir, no Tonquim, atualmente no Vietnam. († 1857)
  • Santa Madalena Sofia Barat, virgem, em Paris, na França, que fundou a Sociedade do Sagrado Coração de Jesus († 1865)
  • São Dionísio Ssebuggwawo, mártir, na Ugandam que foi degolado pelo próprio rei por ensinar a dois pajens da corte os rudimentos da religião cristã. († 1886)
  • Santos Cristóvão Magallanes e Agostinho Caloca, presbíteros e mártires, no México que,confiando firmemente em Cristo Rei, alcançaram a coroa do martírio. († 1927)
  • Beato Nicolau Cehelskyj, presbítero e mártir, na Moldávia, que venceu com a fortaleza da fé os tormentos do martírio. († 1951)

Pesquisa e Redação:
Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

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